Paciente transplantado acusa secretaria de Saúde de não fornecer medicamentos desde novembro

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O pastor da igreja Congregacional Maranata, Douglas Vilcinskas (61), morador de Santo André é transplantado do fígado desde 2009 e mensalmente faz uso da medicação Tracolimo 50mg para inibir a rejeição do órgão transplantado. Sem a medicação o pastor pode perder o fígado em cinco dias, no entanto, Vilcinskas tem contado com a solidariedade de amigos para obter o medicamento, já que ele acusa a secretaria de Saúde do Estado de São Paulo de não disponibilizar os remédios desde novembro de 2017.

Segundo Douglas Vilcinskas, ele tem comparecido no Hospital das Clínicas  para retirar o medicamento, mas os funcionários comunica a falta. “Minha última retira foi em novembro, e mesmo assim, não veio tudo, recebi fracionado. Os paciente ficam meio período esperando para ouvir que a secretaria não possui o remédio”, explicou.

De acordo com o pastor, ele tem contado com a solidariedade de amigos. “Cada caixa deste medicamento custa em média R$ 500,00, eu tenho sido ajudado por amigos transplantados que me doam o medicamento. Estou tomando medicamento vencido“, relatou.

Nas redes sociais Vilcinskas desabafou:

“Senhor Governador Geraldo Alkmin, eu e muitos, milhares de imunosuprimidos, pedimos que libere o remédio contra rejeição, que todo transplantado precisa tomar. Que está faltando por negligência das autoridades. No caso de Tx de Fígado, que é o meu caso, 5 dias sem eles é fatal. Desde novembro não os recebo e somente pelo Governo é que se tem acesso. Sei de sua 

preocupação com as próximas eleições, mas só para lembrar, os mortos não votam. Pela sobrevida dos transplantados, libere o medicamento. Deus tenha misericórdia de nós”

Resposta

Em resposta a denúncia do pastor, a assessoria do Hospital da Clínicas esclareceu que  o paciente, Douglas

Vilcinskas recebeu o medicamento Tracolimo 1mg em sua casa no dia 19/02, e que  O HCFMUSP dispensa gratuitamente 615 tipos de medicamentos, atendendo 1,3 milhão de receitas por ano.

Porém, Vilcinskas contesta o posicionamento do HC, através de um documento que mostra o pedido feito pelo paciente e o atendimento do Hospital da Clínicas.

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