Empresa investirá R$ 780 mi para o “Porto Seco” de Paranapiacaba, ambientalistas e moradores protestam

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A construção do Centro Logístico está prevista para 2024

A empresa Fazenda Campo Grande Logística e Participações  pretende investir R$ 780 milhões para construção de um Porto Seco (Centro Ligístico), a ser implantado no município de Santo André, na Vila de Paranapiacaba, para redistribuição de cargas por meio da integração rodovia/ferrovia.  Ambientalistas e moradores estão organizando protestos para embargar o projeto.

O MDV – Movimento em Defesa da Vida- liderado pelos ambientalistas, José Contreras, Virgilio Alcides de Faria e José Soares, gravaram um vídeo na Vila  explicando os impactos que a construção do centro logístico trará a natureza e as nascentes da região. O vídeo já foi compartilhado por 280 pessoas e assistido por mais de 6 mil internautas.

Além dos ambientalistas, os moradores organizaram um abaixo assinado online, através da plataforma Changes. O ato “Não ao Centro Logístico Campo Grande! Queremos Paranapiacaba VIVA”, já conta com quase 8 mil assinaturas de moradores de Paranapiacaba e da região do ABC. Para assinar clique aqui

A operação do empreendimento está prevista para iniciar no ano de 2024 e sua implantação se dará em fases. Estima-se que 60% do empreendimento estará ocupado em 10 anos, e que tenha alcançado 90% de ocupação em 25 anos.

Outro Lado:

O sócio responsável da empresa, Jael Rawet contrapõe a ideia da degradação ambiental levantada:

“O projeto foi elaborado respeitando todas as características ambientais, tanto que o traçado definido resultou inferior ao potencial de ocupação das áreas. Outro fator importante é que no trecho escolhido a ferrovia apresenta um trecho retilíneo e plano, que permite a implantação de ramais ferroviários”, explica.

Audiência Pública

A Audiência Pública sobre o empreendimento, promovida pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente,  será no próximo dia 12 de abril, às 17hs, no Tênis Clube Santo André.

 

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