Sem Atila, Maranhão depende de Auricchio na política regional

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Com a prisão do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) ocorrida no dia 13 de dezembro, fruto da Operação da Polícia Federal Trato Feito, o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSB) perdeu um grande aliado na política regional do ABC.

Após ser expulso do PSDB por articulação de Ornando Morando, Maranhão se aproximou de Atila e montou uma frente anti-Morando contando com a ajuda do prefeito de Diadema Lauro Michels (PV) e o prefeito de São caetano do Sul, José Aurichio (PSDB). 

Atila acolheu politicamente Maranhão no momento do seu embate com o tucanato, levou o prefeito de Rio Grande da Serra para falar com o ex-governador, Marcio França  e pavimentou sua entrada no PSB.

Em tom “combinado”, Auricchio deixou o Consórcio, em seguida Maranhão o fez, e o xeque mate seria dado com a saída de Mauá da entidade, porém, a prisão do prefeito impediu a estratégia.

Sem Atila, restou a Maranhão colar em Auricchio para  não se isolar na política regional. Maranhão deu seu apoio e de sua base de vereadores para Thiago Auricchio (PR) nas eleições de 2018, e estreitou o laço com o prefeito sancaetanense.

Porém, a aliança com Auricchio não é a mesma que Gabriel mantinha com Atila. Auricchio é pragmático nas relações não tem perfil de comprar brigas que não seja dele.

Maranhão terá dificuldades em se impor regionalmente, e sua filiação  ao PSB fica suspensa no momento. Já que seu desafeto e padrinho político, Kiko Teixeira é o único prefeito  do PSB na região com aceso ao França neste momento.

João Dória (PSDB) tem perfil parecido com o de Orlando Morando e Thiago Auricchio na Alesp, dificilmente conseguirá intermediar uma aproximação com frutos em benfeitorias para a cidade.

E os possíveis candidatos em 2020, adversários de Maranhão que fizerem uma boa articulação regional, buscando apoio, tendem a serem mais fortes.