Falta de apoio para presidência da Câmara ‘azedou” o acordo entre Amigão, Kiko e Gabriel

0
Por Samuel Boss

A política é mesmo dinâmica, tal qual o slogan da Band News Fm : “A cada 15 minutos, tudo pode mudar”. Foi assim na relação repentina entre o vereador de Ribeirão Pires, Amigão D’Orto (PTC), o prefeito, Kiko Teixeira (PSB) e o vice, Gabriel Roncon (PTB).

O vereador havia fechado um acordo com Gabriel Roncon com a intenção de entrar na linha sucessória em 2020. Com os rumores de que Kiko poderia não disputar a reeleição, Amigão seria um possível vice numa chapa encabeçada por Gabriel Roncon. Pelo grupo de Kiko, a intenção era manter Amigão na base e colocar o vereador na chapa de sucessão em 2024, acreditando que o prefeito seria candidato e caso saísse vitorioso do pleito. Veja a matéria publicada na época.

O parlamentar neste período se manteve situacionista na Câmara e ajudou o governo em algumas matérias como a doação do terreno para o Sesi e no projeto de Reforma Administrativa. Porém, Amigão se colocou como candidato a presidente da Câmara e pediu apoio de Kiko e Gabriel.

De acordo com os bastidores, o prefeito e vice teriam condicionado o apoio de acordo com o resultado de articulação de Amigão junto aos pares, ou seja, o parlamentar deveria mostrar ao menos um poio substancial de seus pares a sua candidatura. Foi então neste período que o acordo teria ruído.

Amigão tem tentado estabelecer sua campanha através de uma campanha popular no Facebook e se viu isolado pelos demais vereadores e pelo governo. O parlamentar agora ensaia uma oposição um pouco mais contundente na Câmara.

O fato é que a estratégia de colocar os munícipes contra os demais vereadores com objetivo de se cacifar como presidente da Casa não foi bem interpretado pelos pares da Câmara. O caminho de Amigão é tentar estruturar seu projeto para o executivo em 2020.