Zona Azul: Aciarp diz que arrecadou R$ 614 mil, mas obteve lucro de apenas R$ 326,51 por mês

Número é referente ao ano de 2017

Após a Aciarp  (Associação Comercial Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires), não responder nossos questionamentos em agosto de 2018 referentes a arrecadação com a administração da Zona Azul na cidade, nosso site Bastidor Político, entrou com pedido via Lei de Acesso informação e obteve os dados financeiros da entidade.

De acordo com a planilha encaminha pela Aciarp, no período de 2017 a entidade arrecadou R$ 614.113,00 com venda de talões de Zona Azul, regularizações e Cartão Comerciante, porém, os dados financeiros apontam que o lucro no período de 12 meses foi de R$3.918,08 ou seja R$ 326,51 ao mês.

Justificativa

Para justificar esse lucro ínfimo, a Aciarp apresenta R$ 405.128,05 como gasto principal, referente ao pagamento  de salários, benefícios, encargos e 13º dos  monitores  e supervisor que totalizam 15 pessoas. O que dá um custo médio mensal  por funcionário de R$ 2.250,00.

Os demais gastos apresentados são pequenos pagamentos a gráfica, compra de filtro solar e água para os agentes, uniformes e despesas com pequenos reparos para a prefeitura como o pagamento do conserto do carro de infectologia no valor de R$ 500,00, além da compra de um aparelho sem fio de telefone para Polícia Militar no valor de R$ 152,00. 

Em 2018

No período de 2018 a Aciarp disponibilizou sua planilha até o mês de agosto, data em que foi feito a nossa solicitação pela Lei de Acesso a Informação. A arrecadação com a Zona Azul e foi de R$ 461.077,00 e o lucro deste período foi de R$ 110.488,69, cerca de R$ 13 mil por mês.

A diferença do superávit não é bem detalhada, mas o número de agentes diminui de 15 para 10. As contrapartidas para a prefeitura sobre o contrato de administração da Zona Azul contínua sendo tímida.

Contrapartida


Mesmo que a planilha encaminhada pela Aciarp não tenha divulgado os valores referente a arrecadação da Vila do Doce, que também é administrada pela entidade, a planilha aponta como  contrapartida a decoração de Natal da Praça no período de 2017,  no valor de R$ 28 mil. Os demais gastos são  pequenos reparos de pintura de demarcação das vagas no valor de R$ 911,40 e cimento para manutenção do piso no valor de R$ 690,00.

Não há nenhuma menção de campanhas educacionais de trânsito ou algo relacionado ao contrato. Há apenas uma campanha educativa contra a violência da mulher no valor de R$ 860,00 em 2017. Vale lembrar que além da Zona Azul, a Aciarp administra também a Vila do Doce e o Festival do Chocolate.

Há estranheza no superávit de um ano para o outro, além de se ter um contrato tão pouco rentável em 2017 e mesmo assim, a entidade continuar administrando um negócio pouco lucrativo. Mesmo com a planilha em mãos, a dúvida fica no ar: Por quê a Aciarp não entrega de vez a Zona Azul para a prefeitura?