OPINIÃO: Prefeitura de Mauá e movimentos sociais se calam em meio a violência de GCMs contra ambulante

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Na noite desta quarta-feira (22), um vídeo com três GCMs (Guardas Civis Municipais) da cidade de Mauá agredindo uma ambulante de rua, tem viralizado nas redes sociais.

Desde janeiro, a repressão contra ambulantes de rua na cidade do ABC Paulista não é novidade, a atual gestão de Marcelo Oliveira (PT) vem fazendo duras ações contra um dos maiores setores de apoio do seu oponente nas eleições de 2020, Atila Jacomussi (SD).

Vídeo divulgado pela MAUÁ TV

O que chama a atenção nesse caso em específico, é a não comoção por parte de movimentos sociais da cidade, o que faz pensar que os mesmos dispõe de uma indignação seletiva. Agora, suponhamos que a gestão municipal não fosse sob o comando do Partido dos Trabalhadores, muito provavelmente estaríamos vendo postagens em redes sociais e cartazes colados no centro da cidade pedindo a prisão dos GCMs e até o impeachment do Prefeito.

Além disso nenhuma declaração por parte da prefeitura de Mauá foi divulgada, dando a entender que esse padrão de abordagem é compactuado de cima para baixo. O único agente político a se pronunciar foi o Vereador Renan Pessoa (AVANTE), que em vídeo disse que irá fazer um requerimento ao Poder Executivo pedindo explicações sobre o fato.

Mas essa indignação seletiva não é uma exclusividade das pequenas e médias cidades, é a nova realidade do Brasileiro, um país polarizado e dicotômico, onde vivemos em um FlaxFlu diário, em que até onde imagens em que mostram uma mulher sofrendo agressões por parte do poder público fazem defensores da causa se calarem por conformidade partidária.