O Impeachment de Atila e seus interesses

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Por Samuel Boss

A cidade de Mauá vive uma instabilidade política no legislativo e no executivo, não há vida fácil para os vereadores e o prefeito.

O processo de impeachment do prefeito, Atila Jacomussi (PSB)está em sua fase final, é provável que na próxima semana seja votado pelos vereadores. Mas de fato, quais são os interesses por trás do impeachment?  Atila vai continuar lutando juridicamente para se manter no cargo.

Ninguém em sã consciência defende corrupto, nem ‘passa pano’ para ladrão, porém, existem interesses que vão além do amor pela cidade.

Primeiramente não é factível que o julgamento de um suposto crime seja julgado por quem também está arrolado neste suposto crime. Se a Polícia Federal arrolou 21 vereadores dentro da Operação Trato Feito (mesma operação que prendeu o prefeito e foi  a base do impeachment), estes,  não poderiam decidir o rumo da cidade. Condenar o prefeito é dizer para população que houve crime e assumir que também fez parte dele.

Não é razoável dizer que a PF acertou apenas no indiciamento do prefeito. Tampouco a estratégia de eleger o ‘bode expiatório pai’ como saída para diminuição da celeuma política na cidade. O povo vai lembrar de todos.

Porém, o interesse não é apenas punir o líder, mas, tomar seu lugar.

Os grupos dentro da Câmara armam suas estratégias pensando em 2020 e se tudo der certo, antecipam para 2019 mesmo.

 O PT quer desidratar o grupo político do atila e dos Damos, fazendo contraponto que o único vereador não citado pela PF era petista.

Chiquinho do Zaíra que ensaia sua candidatura desde 2018 com as eleições para deputado, pretende ao máximo extrair do impeachment algo que lhe favoreça, quanto mais instável o governo, melhor para seu projeto.

Neycar tenta usar o equilíbrio de sua função como presidente, no entanto, todos sabem que ele também é pré-candidato a prefeito,e se o Atila cair, ele se movimenta para mirar na Alaíde e por fim, ser prefeito de forma rápida e sem eleição.

Os  Damos trabalham nos bastidores alimentando alguns grupos populares para fortalecer o clamor político pelo impeachment e voltar de vez para a cadeira de prefeito.

Os grupos populares miram 2020 e quanto mais lutarem pela saída do prefeito, mais se tornam conhecidos e viram símbolos de resistência política e usarão isso nas eleições para vereador.

Em último plano está a cidade, o amor e o desejo de ver Mauá novamente de pé. Como morador da cidade não torço para nenhum lado, nenhum dos atores da história, apenas faço voto que a Mauá volte a trazer orgulho aos seus moradores.