Ao nomear ‘forasteira’, Alaíde deixa a mensagem que Mauá não tem mulher competente para o cargo

0

Por Samuel Boss

A nomeação da advogada, Laura Micaela Demarchi, esposa do vereador de São Bernardo do Campo, Rafael Demarchi (PRB) para a Secretaria das Mulheres, é sobretudo um arranjo político entre as famílias, já que Rafael é pré-candidato a deputado estadual, e os Damos estudam lançar a filha Vanelli Damo para federal. No entanto, a mensagem que a prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo passa ao nomear uma forasteira é de que em toda cidade não existe uma mulher capaz sequer para representar as demais na tal secretaria.
Laura cairá de paraquedas numa cidade em que ela não conhece absolutamente nada, além da família Damo. Se soltá-la em qualquer  rua do Zaíra, talvez ela não saiba nem como voltar para a prefeitura, se não for por aplicativo de GPS, porém, terá como missão representar os anseios e demandas de todas as munícipes mulheres de Mauá.
Obviamente a nomeação é mais uma jabuticaba cultivada em terras mauaense. Uma nomeação articulada em viagens na casa de campo da família em Campos do Jordão. Mas as mulheres de Mauá não tem nada a ver com isso.
Mulheres que já tiveram destaque político na cidade como: Ângela Donatello, Cida Fargiani, Dra Sandra, Cássia Rubinelli entre outras; além de presidentes de ONGs; as líderes comunitárias; as médicas; as bombeiras; as professoras; as policiais; as motoristas de ônibus; as intelectuais e as mães, foram de certa forma, rebaixadas como “incapazes” de assumir tal posto, e obrigou a prefeita interina dar lugar para alguém de São Bernardo do Campo, que a cidade de Mauá desconhece a trajetória ou luta política.
Laura Micaela Demarchi tem um objetivo: ajudar o marido se eleger. O segundo será tocar uma secretaria de imponderamento das mulheres numa cidade que ela conhece apenas três: Alaíde, Vanessa e Vanelli Damo.
Não sei quanto tempo a nova secretária precisará para entender o funcionamento da pasta, e quanto tempo será preciso para que ela conheça toda a cidade, porém, nesse tempo que levar,  cada mulher de Mauá ficou menor e menos prestigiada.
Triste para política, triste para as mulheres e triste para a cidade que sai menor com tal atitude.